Já o aterro sanitário é uma obra de engenharia como alternativa para a disposição final dos resíduos sólidos. Nele tanto a quantidade quanto a qualidade dos resíduos (ou tipo, se é industrial, hospitalar, domiciliar, etc) que serão depositados são monitoradas. Não há a presença de catadores e a de animais é reduzida. Isto porque o solo é protegido com manta impermeável, diariamente o lixo é coberto com solo de baixa permeabilidade, o chorume é coletado e tratado e a liberação de gases, como o metano, é monitorada.
Um aterro sanitário funciona com diversas "células", cada uma com um tempo de vida útil dependendo do seu tamanho e do volume de lixo descartado em seu interior. Normalmente o licenciamento é feito por células e quando termina o tempo de operação, ela é fechada, muitas vezes gramada e sua área recebe uma outra finalidade. No entanto a liberação de gases precisa ser monitorada ainda por alguns anos, mesmo após o encerramento de sua operação por motivos de segurança, tendo em vista que o gás metano é inflamável.
O aterro controlado nada mais é que um lixão minimizado. Ele surgiu quando um determinado lixão teve seus impactos sobre o meio ambiente minimizados. Parte do chorume passou a ser coletado e tratado e passou a haver a cobertura dos resíduos dentre outras medidas. Um exemplo disso é o caso do Aterro de Gramacho (RJ) que foi lixão desde a década de 70 e na década de 90 passou a ser um aterro controlado até ser encerrado em 2012. Um lixão jamais será um aterro sanitário, pois o aterro sanitário precisa passar por todo um planejamento e preparação antes de receber os resíduos.
